Suspeita de esporotricose: o que fazer?
Orientações rápidas e práticas de acordo com a sua situação. Escolha o fluxo que mais se aproxima do seu caso.
Importante: Estas orientações não substituem avaliação profissional. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde ou médico-veterinário o mais rápido possível.
Pessoa ou tutor exposto
Tive contato com um animal suspeito ou apareceu uma ferida. O que faço?
Pessoa ou tutor exposto
Tive contato com um animal suspeito ou apareceu uma ferida. O que faço?
1. Reconhecer
Contato, arranhadura, mordedura ou lesão persistente (ferida que não cicatriza).
2. Proteger
Lave o local com água e sabão. Evite manipular lesões sem proteção (use luvas se precisar tocar).
3. Orientar
Não use medicamentos por conta própria (nem pomadas, nem antifúngicos sem orientação).
4. Encaminhar
Procure um serviço de saúde e informe claramente se houve contato com animal, arranhadura, mordedura ou secreção.
5. Acompanhar
Siga as orientações do serviço de saúde e mantenha o acompanhamento até a alta.
Animal suspeito
Meu gato tem uma ferida que não cicatriza. O que faço?
Animal suspeito
Meu gato tem uma ferida que não cicatriza. O que faço?
1. Reconhecer
Ferida, nódulo ou lesão persistente, especialmente se não cicatriza.
2. Proteger
Evite manipular diretamente a lesão. Use proteção (luvas) ao manusear o animal.
3. Encaminhar
Procure um médico-veterinário. Se possível, avise previamente a clínica sobre a suspeita de esporotricose para que a equipe organize o atendimento e as medidas de biossegurança.
4. Orientar
Não abandone o animal e não interrompa o tratamento sem orientação profissional.
5. Comunicar (quando aplicável)
Siga o fluxo de vigilância existente no seu município ou estado.
6. Acompanhar
Mantenha o acompanhamento veterinário até a orientação de alta.
ACS / ACE
Identifiquei uma pessoa ou animal com sinais suspeitos no território. Como devo orientar?
ACS / ACE
Identifiquei uma pessoa ou animal com sinais suspeitos no território. Como devo orientar?
ACS/ACE não deve diagnosticar. O papel é reconhecer sinais, orientar e comunicar.
1. Reconhecer
Observar se há pessoa com lesão suspeita, animal com lesão persistente, contato entre pessoa e animal ou outros casos no domicílio/território.
2. Orientar
Pessoa → procurar serviço de saúde. Animal → procurar atendimento veterinário.
3. Proteger
Orientar a não manipulação desprotegida das lesões e reforçar medidas básicas de prevenção.
4. Comunicar
Compartilhar a situação com a equipe e/ou vigilância conforme o fluxo do município.
5. Acompanhar
Verificar se a pessoa e o animal conseguiram acessar os respectivos serviços.
Profissional de saúde
Estou diante de um caso suspeito. O que devo avaliar, orientar e encaminhar?
Profissional de saúde
Estou diante de um caso suspeito. O que devo avaliar, orientar e encaminhar?
1. Reconhecer
Avaliar sinais clínicos e histórico de contato com animais, arranhadura, mordedura, secreções e outras exposições relevantes.
2. Proteger e orientar
Orientar prevenção de novas exposições e cuidados com lesões.
3. Investigar / Encaminhar
Seguir o fluxo assistencial e diagnóstico adequado ao caso.
4. Notificar
Quando o caso atender aos critérios vigentes, seguir o fluxo de notificação definido pela vigilância em saúde.
5. Integrar (Saúde Única)
Perguntar se há animal doente ou outros expostos no domicílio/território e orientar os encaminhamentos correspondentes.
6. Acompanhar
Manter acompanhamento clínico e orientações até a resolução do caso.
Médico-veterinário
Estou atendendo um animal suspeito ou confirmado. Como proceder?
Médico-veterinário
Estou atendendo um animal suspeito ou confirmado. Como proceder?
1. Reconhecer
Avaliar sinais clínicos e histórico do animal.
2. Proteger
Adotar medidas de biossegurança para a equipe, o tutor e demais pessoas envolvidas.
3. Investigar e tratar
Realizar avaliação, diagnóstico e manejo veterinário conforme indicação profissional.
4. Orientar o tutor
Explicar cuidados com o animal, ambiente, outros animais e prevenção de acidentes.
5. Verificar exposição humana
Se houver pessoa exposta ou com lesão, orientar a procura por serviço de saúde.
6. Comunicar (quando aplicável)
Verificar o fluxo de vigilância animal vigente no município ou estado.
7. Acompanhar
Manter o seguimento do animal até a orientação de alta.
Vigilância
Recebi uma suspeita ou notificação. Quais interfaces devo considerar?
Vigilância
Recebi uma suspeita ou notificação. Quais interfaces devo considerar?
1. Reconhecer
Identificar o caso humano ou evento animal e o possível território de exposição.
2. Investigar
Verificar possível fonte de infecção e existência de outros expostos.
3. Articular
Conectar, conforme a situação: saúde humana ↔ saúde animal ↔ território ↔ vigilância ↔ educação em saúde.
4. Orientar e encaminhar
Garantir que pessoas e animais tenham acesso aos serviços adequados.
5. Acompanhar
Avaliar necessidade de ações educativas, investigação territorial e acompanhamento dos envolvidos.
Notificação e vigilância
Orientações que refletem a necessidade do público de uma atitude proativa.
A esporotricose humana precisa ser notificada?
Sim. A esporotricose humana integra atualmente a lista nacional de notificação compulsória. Os profissionais e serviços devem seguir os critérios e o fluxo vigente definidos pela vigilância em saúde.
E a esporotricose animal?
Os procedimentos podem variar conforme o estado e o município. Por isso, o profissional deve consultar a Vigilância em Saúde ou a Vigilância de Zoonoses local para verificar o fluxo aplicável.
Nota: Estas orientações são de caráter informativo e seguem os princípios da Saúde Única. Sempre consulte as diretrizes oficiais e os fluxos de vigilância vigentes no seu município ou estado.